A Parábola dos Talentos
Mateus, 25,14-30
Um talento de prata no período helenístico-romano equivalia a 6.000 dracmas gregas ou 6.000 denários romanos.
Como um boi custava 5 dracmas, com um talendo se poderia comprar 1.200 cabeças de gado.
14 Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens:
15 a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem.
16 O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco;
17 da mesma sorte, o que recebera dois, ganhou outros dois;
18 mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19 Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez as contas com eles.
20 Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: "Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei."
21 Disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor".
22 Chegando também o que recebera dois talentos, disse: "Senhor, entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei."
23 Disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."
24 Chegando por fim o que recebera um talento, disse: "Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste;
25 e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu."
26 Ao que lhe respondeu o seu senhor: "Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei?
27 Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros."
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos.
29 Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.
30 E lançai o servo inútil lá fora, na escuridão; lá haverá choro e ranger de dentes.